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INEM muda prioridades na triagem e passa a responder de acordo com a gravidade

A partir de agora, a cada chamada para o 112 é atribuído um nível de prioridade que pode ir do "emergente" ao "não urgente".

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: João Marques - RTP

O INEM mudou as prioridades na triagem de modo a responder a cada pessoa consoante a gravidade da situação. Já a partir desta sexta-feira, as chamadas passam a ser categorizadas num de cinco níveis com tempos médios de espera atribuídos.

“A partir de hoje, 2 de janeiro de 2026, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) passa a utilizar um novo modelo de definição de prioridades nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), alinhado com as melhores práticas internacionais na gestão de emergências, com o objetivo de tornar a resposta mais rápida, mais justa e mais adequada à gravidade das situações”, lê-se num comunicado.

O novo modelo estabelece cinco níveis de prioridade, à semelhança do sistema usado na triagem dos hospitais.

A classificação resulta sempre de uma avaliação clínica realizada pelos profissionais do CODU, com base na informação recolhida durante a chamada” para o 112, explica o INEM.

A cada prioridade passam a corresponder tempos de resposta definidos, “o que permite uma gestão mais rigorosa dos meios de emergência”.

O nível um de prioridade é o “emergente”, para situações de risco de vida iminente e que implicam uma resposta imediata, nomeadamente o envio de meios de Suporte Básico de Vida articulados com Suporte Imediato ou Avançado de Vida.

O nível dois é o “muito urgente”, para situações com risco clínico elevado e que preveem a chegada do primeiro meio ao local até 18 minutos.

O terceiro nível é o “urgente”, aplicado a situações com risco de agravamento clínico, prevendo-se uma chegada até 60 minutos, com envio de meio de Suporte Básico de Vida.

No nível quatro, “pouco urgente”, são tratadas situações de baixo risco clínico, com uma chegada ao local de meio de Suporte Básico de Vida em até 120 minutos.

O quinto nível é o “não urgente”, para situações que não implicam o envio de meios de emergência, sendo a chamada transferida de imediato para a linha SNS 24, onde é garantido aconselhamento e encaminhamento adequados.

“No final da chamada, o cidadão passa a ser informado sobre a prioridade atribuída, o tempo de resposta estimado e o encaminhamento definido, numa aposta clara na transparência e na gestão das expectativas de quem recorre ao 112”, refere o comunicado.

“Será também solicitado que, caso a vítima apresente uma alteração dos sinais relatados ou o aparecimento de um novo sintoma, volte a ligar 112”.

O INEM sublinha ainda que o 112 “responde sempre, avaliando todas as ocorrências e garantindo que cada pessoa recebe a resposta certa, no tempo adequado”. Por fim, apela a que se ligue para este contacto apenas em caso de emergência.
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